{"id":1329,"date":"2018-05-29T13:03:12","date_gmt":"2018-05-29T13:03:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/?page_id=1329"},"modified":"2023-11-07T23:34:36","modified_gmt":"2023-11-07T23:34:36","slug":"acoes-de-conservacao","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/acoes-de-conservacao\/","title":{"rendered":"A\u00e7\u00f5es de Conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<h4><span style=\"color: #808000;\">RECOLHA E PROPAGA\u00c7\u00c3O DE MATERIAL VEGETATIVO (A\u00e7\u00e3o C1)<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15823\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15823\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-15823 size-medium\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2-300x156.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"156\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2-300x156.jpg 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2-1024x532.jpg 1024w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2-768x399.jpg 768w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2-1536x798.jpg 1536w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2-1370x712.jpg 1370w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C1_2.jpg 1893w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15823\" class=\"wp-caption-text\">Clique Nas fotografias para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Ao longo do projeto, foram recolhidas cerca de 97 mil sementes dentro das \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o do projeto. O parceiro CICYTEX procedeu a v\u00e1rios ensaios de germina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de arbustos sendo o medronheiro e o folhado os que maiores sucessos tiveram, assim como as esp\u00e9cies de carvalhos. A adelfeira foi a esp\u00e9cie com maiores desafios, pois n\u00e3o se conheciam as condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas de germina\u00e7\u00e3o (substrato, temperatura e fotoper\u00edodo), nem existia bibliografia. Depois de ultrapassados estes constrangimentos, a percentagem de germina\u00e7\u00e3o da adelfeira atingiu os 70%. No final do projeto foram entregues aos viveiros dos parceiros, em Monchique e Seia, cerca de 65 mil plantas para serem usadas nas a\u00e7\u00f5es de melhoria e incremento do habitat. Como complemento, foram produzidos dois manuais de multiplica\u00e7\u00e3o, um dedicado \u00e0s esp\u00e9cies de carvalhos (<em>Quercus<\/em> L.) e outro sobre as esp\u00e9cies associadas \u00e0s florestas de Laurissilva, ambos em portugu\u00eas e espanhol. Estes manuais est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente no website do projeto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><span style=\"color: #808000;\">MELHORIA E INCREMENTO DOS AZEREIRAIS NO CENTRO-NORTE (A\u00e7\u00f5es C2, C4, C6 e C7)<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os azereirais s\u00e3o forma\u00e7\u00f5es florestais dominadas pelo azereiro (Prunus lusitanica), que \u00e9 uma das esp\u00e9cies rel\u00edquias da Laurissilva de outrora. Possui uma distribui\u00e7\u00e3o dispersa, mas circunscrita \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, Norte de Marrocos e Piren\u00e9us franceses. \u00c9 considerada em Perigo de Extin\u00e7\u00e3o pela IUCN (sigla em ingl\u00eas da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza). Mais de metade de toda a popula\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica do azereiro est\u00e1 concentrada em \u00e1reas de relevo acidentado nas serras do interior centro de Portugal. No concelho de Seia, o territ\u00f3rio afeto aos vales das ribeiras de Alvoco e Loriga, afluentes do rio Alva \u00e9, sem d\u00favida, uma das principais \u00e1reas de ref\u00fagio desta \u00e1rvore singular da flora portuguesa. N\u00e3o esquecendo a ic\u00f3nica Mata da Margara\u00e7a no concelho de Arganil. Contudo, a paisagem destas serras est\u00e1 tamb\u00e9m marcada pela floresta de produ\u00e7\u00e3o de pinheiro e eucalipto, \u00e1reas invadidas por plantas invasoras, e percorridas por inc\u00eandios florestais que recorrentemente devastam o centro e norte de Portugal. Face a estas amea\u00e7as identificadas, a equipa do projeto implementou v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es concretas de conserva\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o em Cabe\u00e7a e Casal do Rei (serra da Estrela) e na Mata da Margar\u00e7a (serra do A\u00e7or).<\/p>\n<div id=\"attachment_15847\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15847\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-15847 size-medium\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada-300x155.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"155\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada-300x155.jpg 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada-1024x530.jpg 1024w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada-768x398.jpg 768w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada-1536x796.jpg 1536w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada-1370x710.jpg 1370w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/levada.jpg 1894w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15847\" class=\"wp-caption-text\">Clique Nas fotografias para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Dentro da \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o de Cabe\u00e7a, em Seia, existe uma levada antiga outrora desativada. Estas levadas, de constru\u00e7\u00e3o antiga e rudimentar, al\u00e9m de servirem para irrigar os campos agr\u00edcolas, tamb\u00e9m alimentavam alguns n\u00facleos de azereiros. Por isso, foram restaurados 1,2 km de levada, com o objetivo de recuperar os caudais de alimenta\u00e7\u00e3o destes azereirais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15898\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15898\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-15898\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2-300x156.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"156\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2-300x156.jpg 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2-1024x532.jpg 1024w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2-768x399.jpg 768w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2-1536x798.jpg 1536w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2-1370x712.jpg 1370w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C2_2.jpg 1944w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15898\" class=\"wp-caption-text\">Clique Nas fotografias para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Para melhorar o estado de conserva\u00e7\u00e3o dos azereirais, foi beneficiada a sua estrutura flor\u00edstica atrav\u00e9s da remo\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que n\u00e3o faziam parte do sistema (controlo seletivo da vegeta\u00e7\u00e3o heli\u00f3fila) e da promo\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies caracter\u00edsticas (eliminando a competi\u00e7\u00e3o e fazendo planta\u00e7\u00f5es dirigidas). A vegeta\u00e7\u00e3o heli\u00f3fila (plantas t\u00edpicas de habitats n\u00e3o florestais e que gostam de luz), para al\u00e9m de n\u00e3o integrar a composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica do azereiral, promove o risco de inc\u00eandio (em territ\u00f3rios de clima mediterr\u00e2nico existe uma rela\u00e7\u00e3o entre estas esp\u00e9cies e a propaga\u00e7\u00e3o dos inc\u00eandios florestais). Assim, o controlo seletivo da vegeta\u00e7\u00e3o heli\u00f3fila implementado pelo projeto, al\u00e9m de ter reduzido o risco de inc\u00eandio em todas as \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m eliminou a competi\u00e7\u00e3o e criou espa\u00e7o para a planta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento das esp\u00e9cies carater\u00edsticas do azereiral. Adicionalmente, realizou-se o controlo de algumas esp\u00e9cies ex\u00f3ticas n\u00e3o invasoras, como os pinheiros, para recuperar \u00e1reas com potencial ecol\u00f3gico do azereiral e assim incrementar a sua \u00e1rea de ocorr\u00eancia a m\u00e9dio-longo prazo. Contudo, este controlo foi feito de forma cir\u00fargica e apenas nos locais onde os trabalhos necess\u00e1rios n\u00e3o afetaram a estrutura do habitat.<\/p>\n<div id=\"attachment_15904\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15904\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-15904\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6-300x169.jpg 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6-768x432.jpg 768w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6-1536x864.jpg 1536w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6-1370x771.jpg 1370w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/C6.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15904\" class=\"wp-caption-text\">Clique Nas fotografias para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s a gest\u00e3o do coberto vegetal, quer heli\u00f3filo, quer ex\u00f3tico, foi poss\u00edvel executar planta\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies carater\u00edsticas do azereiral, recorrendo \u00e0s plantas produzidas pelo parceiro CICYTEX. Em algumas das \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o, no concelho de Seia, verificou-se a presen\u00e7a de duas esp\u00e9cies com grande poder invasor: <em>Acacia dealbata<\/em> e <em>Hakea sericea<\/em>. Dada a amea\u00e7a que estes n\u00facleos constituem para a preserva\u00e7\u00e3o do azereiral, fez-se tamb\u00e9m o controlo destas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15901\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15901\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-15901\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela-300x169.jpg 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela-768x432.jpg 768w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela-1536x864.jpg 1536w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela-1370x771.jpg 1370w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/plantacoes-Estrela.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15901\" class=\"wp-caption-text\">Clique Nas fotografias para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Especial aten\u00e7\u00e3o foi dada \u00e0s \u00e1reas adjacentes aos n\u00facleos de azereiro, com o objetivo de reduzir o risco e a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios florestais. Por isso, foram implementadas medidas que fomentam a compartimenta\u00e7\u00e3o da paisagem e a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas tamp\u00e3o. Realizou-se tamb\u00e9m a recupera\u00e7\u00e3o de 3km de caminhos de acesso \u00e0s \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o, controlo seletivo da vegeta\u00e7\u00e3o (heli\u00f3fila e ex\u00f3tica) nas \u00e1reas adjacentes ao habitat-alvo, e planta\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies t\u00edpicas dos carvalhais nativos (para a cria\u00e7\u00e3o de tamp\u00e3o de folhosas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #808000;\">MELHORIA E INCREMENTO DOS ADELFEIRAIS NO SUL (A\u00e7\u00f5es C3, C5 e C7)<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os adelfeirais s\u00e3o matagais altos dominados pela adelfeira (<em>Rhododendron ponticum<\/em> subp. <em>baeticum<\/em>), um dos melhores exemplos de esp\u00e9cies rel\u00edquia do Terci\u00e1rio que ainda subsistem na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Outrora, os adelfeirais tiveram uma distribui\u00e7\u00e3o maior e cont\u00ednua no sul do continente europeu. Hoje, est\u00e3o restritos a tr\u00eas \u00fanicas localiza\u00e7\u00f5es na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica: duas em Portugal (uma a Norte, na serra do Caramulo, e outra a Sul, sobretudo na serra de Monchique); e uma em Espanha (serra de Aljibe, perto de Gibraltar). S\u00e3o estas \u00e1reas montanhosas, com climas relativamente quentes e h\u00famidos, elevada influ\u00eancia oce\u00e2nica, sem geadas, mas com nevoeiros frequentes, que proporcionam condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 persist\u00eancia da adelfeira. Os adelfeirais podem ocorrer de forma espont\u00e2nea em duas posi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas distintas: na margem de cursos de \u00e1gua (posi\u00e7\u00e3o rip\u00edcola); e nas orlas ou em sub-coberto de bosques de <em>Quercus canarienses<\/em>. O isolamento e a pequena dimens\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es da adelfeira representam, por si s\u00f3, uma amea\u00e7a \u00e0 sua preserva\u00e7\u00e3o, tornando-as especialmente vulner\u00e1veis a outras amea\u00e7as comuns que afetam a biodiversidade europeia: O fogo, as altera\u00e7\u00f5es do uso do solo, as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e as esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras. Face a estas amea\u00e7as identificadas, a equipa do projeto implementou v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es concretas de conserva\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o na Foia (serra de Monchique).<\/p>\n<div id=\"attachment_15907\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15907\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-15907 size-medium\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3-300x169.jpg 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3-768x432.jpg 768w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3-1536x864.jpg 1536w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3-1370x771.jpg 1370w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15907\" class=\"wp-caption-text\">Clique Nas fotografias para ampliar<\/p><\/div>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a das a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o para o azereiro, tamb\u00e9m o habitat das adelfeiras foi alvo de melhoria da estrutura flor\u00edstica atrav\u00e9s da remo\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que n\u00e3o faziam parte do sistema (controlo seletivo da vegeta\u00e7\u00e3o heli\u00f3fila) e da promo\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies caracter\u00edsticas (eliminando a competi\u00e7\u00e3o e fazendo planta\u00e7\u00f5es dirigidas), quer nas \u00e1reas de melhoria da estrutura do habitat como tamb\u00e9m nas \u00e1reas de incremento (\u00e1reas onde o habitat-alvo foi fomentado, por serem \u00e1reas potenciais de ocorr\u00eancia natural).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15910\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15910\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-15910 size-medium\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2-300x169.jpg 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2-768x432.jpg 768w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2-1536x864.jpg 1536w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2-1370x771.jpg 1370w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/c3_2.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-15910\" class=\"wp-caption-text\">Clique Nas fotografias para ampliar<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s a gest\u00e3o do coberto vegetal, realizaram-se planta\u00e7\u00f5es com plantas produzidas pelo parceiro CICITEX. Para reduzir o risco e a velocidade de propaga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios florestais nas \u00e1reas adjacentes aos n\u00facleos do adelfeiral, foram tamb\u00e9m implementadas medidas que fomentam a compartimenta\u00e7\u00e3o da paisagem e a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas tamp\u00e3o. Mais especificamente, controlo seletivo da vegeta\u00e7\u00e3o (heli\u00f3fila e eucaliptos), recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de folhosas j\u00e1 existentes (Soto antigo) e planta\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies t\u00edpicas dos carvalhais nativos (para a cria\u00e7\u00e3o de zona tamp\u00e3o com folhosas), incluindo o carvalho-de-monchique (<em>Quercus canariensis<\/em>), que \u00e9 uma \u00e1rvore criticamente em perigo de extin\u00e7\u00e3o em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #008080;\"><strong>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre outras a\u00e7\u00f5es, por favor, clique nas seguintes imagens:<\/strong><\/span><\/h4>\n<p><a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/acoes-de-monitorizacao\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-3864 size-medium\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/acoes-de-monitorizacao-300x215.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"215\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/acoes-de-monitorizacao-300x215.png 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/acoes-de-monitorizacao.png 567w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a> <a href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/acoes-de-sensibilizacao\/\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3867 size-medium alignright\" src=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/acoes-de-sensibilizacao-300x216.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"216\" srcset=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/acoes-de-sensibilizacao-300x216.png 300w, http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/acoes-de-sensibilizacao.png 538w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"tw-target-text-container\" class=\"tw-ta-container tw-nfl\" tabindex=\"0\">\n<hr \/>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"tw-target-text-container\" class=\"tw-ta-container tw-nfl\" tabindex=\"0\">\n<hr \/>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RECOLHA E PROPAGA\u00c7\u00c3O DE MATERIAL VEGETATIVO (A\u00e7\u00e3o C1) &nbsp; Ao longo do projeto, foram recolhidas cerca de 97 mil sementes dentro das \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o do projeto. O parceiro CICYTEX procedeu a v\u00e1rios ensaios de germina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de arbustos sendo o medronheiro e o folhado os que maiores sucessos tiveram, assim como as esp\u00e9cies &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/acoes-de-conservacao\/\">Continue a ler<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1329"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1329"}],"version-history":[{"count":419,"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1329\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16465,"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1329\/revisions\/16465"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.liferelict.ect.uevora.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}