Ações de Conservação

As sementes estão a ganhar vida!

Começou a germinação das sementes de azereiro, adelfeira, carvalhos e muitas outras espécies!

Durante os meses de novembro e dezembro de 2018 recolheram-se milhares de sementes de várias plantas típicas das comunidades de azereiro (Prunus lusitanica L.) e adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum (Boiss. & Reut.) Hand.-Mazz.). Estas sementes encontram-se no viveiro do CICYTEX para germinarem e crescerem o suficiente, a fim de serem plantadas nas áreas do projeto Life-Relict (Serra de Monchique, Açor e Estrela). As dificuldades iniciais, sobretudo associadas à germinação do azereiro, foram ultrapassadas e este ano temos uma grande quantidade de plântulas.

É fantástico como a germinação do azereiro está vigorosa. Prevêem-se boas notícias para a sua recuperação!

As sementes de adelfeira apresentam elevada percentagem de germinação, contudo, muitas das plântulas perdem-se por dificuldades adaptativas. Neste sentido, o substrato utilizado é recolhido diretamente no campo, reproduzindo assim mais fielmente as condições favoráveis ao crescimento das plântulas.

 

Também os carvalhos, de forma geral, já apresentam evidências de germinação. Carvalho-africano (Quercus canariensis Willd.), carvalho-alvarinho (Quercus robur subsp. broteroana O. Schwartz), carvalho-negral (Quercus pyrenaica Willd.), entre outros, estão já com vontade de se mostrar ao público. Em breve teremos belíssimos carvalhos para plantar!

 


 

Gestão das áreas ardidas de azereiral na Mata da Margaraça

No passado dia 19 de Abril, a equipa do projeto LIFE-RELICT deu início aos trabalhos de recuperação da área de azereiral mais afetada pelo fogo de Outubro de 2017, na Mata da Margaraça.
A equipa de Sapadores do Município de Seia cortou pela base todos os exemplares arbóreos que apresentavam a totalidade da copa ardida, procedendo-se depois à desramação dessas árvores e à deposição dos troncos e ramos nas encostas perpendicularmente à linha de maior declive, evitando o arrastamento de troncos por forma a não agravar a erosão.
O trabalho foi dificultado pela densidade do material vegetal ardido, mas também pelo declive pronunciado das encostas. Contudo, a larga experiência dos sapadores do Município de Seia foi crucial para o bom desenvolvimento dos trabalhos.
As intervenções foram feitas de forma cautelosa e conservadora para assegurar uma melhor recuperação da vegetação arbórea do local.