Ações de Conservação

As campanhas de recolha de sementes decorre entre outubro e dezembro, em cada ano e em cada área de intervenção.

No início do Projeto, em 2017,  foram recolhidas cerca de 6500 sementes de várias espécies autóctones, típicas das comunidades de azereiro e da adelfeira. Estas foram transportadas para o viveiro do CICYTEX , onde foram feitos vários ensaios de germinação. Porém, foram encontrados vários problemas de germinação associados em particular às espécies de Prunus lusitanica, Arbutus unedo, Phillyrea angustifolia e Viburnum tinus. 

Na campanha de 2018, recolheram-se mais 13800 sementes e 500 estacas de plantas típicas do habitat-alvo. O objetivo da recolha de estacas era garantir que haveria plantas com desenvolvimento adequado para as instalar no campo, superando assim alguns dos problemas de germinação observado no ano anterior. Após ultrapassadas as dificuldades iniciais, conseguiu-se propagar muitas plantas que foram posteriormente transportadas para as áreas de intervenção do projeto Life-Relict.

Em 2019, realizou-se outra campanha onde se recolheu  19 mil sementes e 450 estacas e foram realizadas novas propagações dando origem a mais plântulas de espécies caraterísticas do habitat-alvo e dos habitats associados. O objetivo é aumentar o material vegetal necessário para o incremento e melhoria do estado dos habitats importantes para a conservação nas áreas de intervenção do projeto Life-Relict. No final do ano de 2019, já tinham sido entregues 6447 plantas para plantação aos viveiros dos parceiros de Seia e Monchique.

Na campanha de 2020, foram recolhidas cerca de 27500 sementes e 150 estacas de forma a reforçar a capacidade de produção de plantas para as plantações nas áreas de intervenção do Projeto. Apesar de alguns casos de insucesso na germinação de sementes identificados no início do Projeto, as taxas de germinação e sobrevivência estão a aumentar, como se pode observar na tabela seguinte.

 

 

 

 

 

 

 

 

Até à primavera de 2021, já tinha sido entregues aos parceiros cerca de 20 mil plantas para as ações de plantações dirigidas. No final do projeto espera-se ter sido entregues 35500 plantas.

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Legenda:

1 – Frutos de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum).
2 – Sementes de azereiro (Prunus lusitanica subsp. lusitanica).
3 – Germinação de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum).
4 –  Germinação de azereiro (Prunus lusitanica subsp. lusitanica).
5 – Plântulas de Quercus marianica c. vicioso.
6 – Plântulas de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum).
7 – Plântulas de azereiro (Prunus lusitanica subsp. lusitanica).
8 – Frutos de medronho (Arbutus unedo).
9 – Aclimatização de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum).
10 – Germinação de bolotas de carvalhos (Quercus spp).
11 – Desenvolvimento do carvalho-alvarinho (Quercus broteroana).
12 – Crescimento das plântulas de azereiro (Prunus lusitanica subsp. lusitanica)
13 – Enraizamento de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum)
14 – Crescimento da raiz de carvalho-de-monchique (Quercus canariensis)

 

 

A ação C2 apresenta a média de execução das respetivas sub-ações

 

 

Durante 2019, desenvolveram-se vários trabalhos na levada perto da aldeia de Cabeça, concelho de Seia. Esta levada encontrava-se em mau estado de conservação e foi toda limpa e reconstruída para que possa continuar a levar água aos núcleos de azereiros que se encontram nas suas imediações.

Fotografias que ilustram o estado de degradação (de 1 a 7) – Clique nas imagens para ampliar

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Fotografias que ilustram o decorrer dos trabalhos de limpeza (de 8 a 14) – Clique nas imagens para ampliar

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Fotografias que ilustram o trabalho de limpeza realizado (de 15 a 21) – Clique nas imagens para ampliar

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Fotografias que ilustram a levada completamente funcional (de 22 a 28) – Clique nas imagens para ampliar

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Em junho de 2018 iniciaram-se os trabalhos de campo para o controlo seletivo da vegetação na Mata da Margaraça, em cerca de 2 ha, por forma a reduzir o risco de incêndio através do corte de matos heliófilos (que não são caraterísticos do habitat 5230*) e em terrenos que não tinham ardido no ano anterior.

Em 2019, nas áreas de intervenção da serra da Estrela, toda a vegetação arbustiva heliófila, com especial atenção às espécies com elevado risco de incêndio, como é o caso do feto-comum (Pteridium aquilinum), foram removidas.

Em 2020, os trabalhos foram executados em toda a área e está prevista manutenção.

Fotografias que ilustram o decorrer dos trabalhos na Mata da Margaraça (de 1 a 4)  e os trabalhos desenvolvidos em Cabeça, Estrela (de 5 a 7) – Clique nas imagens para ampliar

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A ação C3 apresenta a média de execução das respetivas sub-ações:

Os núcleos de adelfeira existentes na serra de Monchique encontravam-se degradados, formando apenas pequenas manchas entre os matos heliófilos. Perante este cenário, o projecto Life-Relict avançou com o controlo destes arbustos, em toda a área prevista (3ha) em Outubro de 2018 e repetiu em Junho 2019, tendo em vista a diminuição do risco de incêndio. Apesar desta sub-ação já estar concluída, será repetida sempre que seja necessário.

Fotografias que ilustram o decorrer dos trabalhos em Monchique (de 1 a 7) – Clique nas imagens para ampliar

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Em fevereiro de 2019, foi realizado um teste com 20 plantas de adelfeira de origem vegetativa. Todas as plantas acabaram por morrer mesmo com rega periódica. Note-se que a primavera de 2019 foi muito seca e as plantas de adelfeira tinham as raízes pouco desenvolvidas devido ao seu crescimento lento. Portanto, é importante adiar o plantio o máximo possível, a fim de aumentar o sucesso da instalação. Este é um exemplo dos problemas que podem surgir quando se está a tentar preservar espécies ameaçadas de extinção, que são testemunhas da floresta Laurissilva que outrora dominava a Península Ibérica, quando o clima era do tipo subtropical.

Para superar esse problema, foi implementada em toda a área de intervenção da ação C3, uma propagação vegetativa de adelfeira por “mergulhia”. Essa espécie não possui estruturas especiais que permitam que se multiplique vegetativamente. No entanto, na natureza, quando os seus galhos ficam cobertos com solo conseguem enraizar e, finalmente, dar lugar a um indivíduo independente, apesar de geneticamente igual aos progenitores. Nesse sentido, a “mergulhia” foi realizada nesta área específica para aumentar a ocorrência da espécie. A monitorização destas plantas permitiu confirmar o sucesso desta operação (ou seja, plantas estão vivas!).

em atualização com os dados de 2020

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resultados da mergulhia

esquema ilustrativo da técnica de mergulhia

 

 

 

 

 

 

A ação C4 apresenta a média de execução das respetivas sub-ações:

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Fotografias que ilustram os trabalhos desenvolvidos em Cabeça, Estrela – Clique nas imagens para ampliar

 

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A ação C5 apresenta a média de execução das respectivas sub-ações:

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Esta ação iniciou-se em 2018 com o descasque de Acacea dealbata na área de intervenção de Cabeça, serra da Estrela, apesar das dificuldades de acesso (foto1). Contudo, os resultados desta intervenção já são visíveis (fotos 2, 3 e 4)

Em 2019, depois de melhorar os acessos (sub-ação C7.1), procedeu-se ao controlo da Hakea sericea dentro de área de intervenção de Cabeça, serra da Estrela, numa extensão de 4ha, onde todas as áreas foram cortadas e assim completou-se 100% do controlo desta espécie exótica com carácter invasor. Ainda em 2019, conseguiu-se descascar mais árvores de Acacea dealbata de forma a executar  cerca de 54% dos 4ha de área invadida (fotos 5, 6 e 7).

em atualização com os dados de 2020

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A ação C7 apresenta a média de execução das respectivas sub-ações:

Em termos globais, foram recuperados 2km dos 3km previsto. Esta recuperação foi essencial para a implementação de outras ações, como a C2, C4, C6 e restantes sub-ações da C7 e será uma boa estrutura de suporte para a prevenção e controlo dos futuros incêndios florestais.

Fotografias que ilustram o estado de degradação dos acessos (de 1 a 4) e os resultados (5 e 6) – Clique nas imagens para ampliar

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Esta ação iniciou-se em abril de 2018 quando se deu início aos trabalhos de recuperação da área de Azereiral na Mata da Margaraça, mais propriamente na área afetada pelo fogo do ano anterior tendo sido executada 13% da área prevista. Adicionalmente, o ICNF replicou a metodologia do Life-Relict numa área de 6ha, aumentando assim o nível de proteção da área de intervenção do Projeto. Em novembro de 2018 iniciaram-se os trabalho em Monchique sendo que ficaram concluídos em junho de 2019. Assim, esta sub-ação já foi implementada em toda a área prevista, estando assim executada em 100%.

Em 2019, esta sub-ação foi implementada em 5ha em Cabeça, serra da Estrela dos 10ha previsto, ou seja, executada em 50%.

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Fotografias que ilustram o decorrer dos trabalho na Mata da Margaraça (1 a 3) e em Monchique (4 a 7) – Clique nas imagens para ampliar

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Em atualização 

Em Cabeça, serra da Estrela, os trabalhos iniciaram-se em novembro de 2019 e até ao final do ano, 14% da área já tinha sido intervencionada. Espera-se que até março de 2020 esteja totalmente concluída.

Em Monchique, no final de 2019, toda a área de eucaliptos já tinha sido intervencionada. Assim, esta sub-ação já foi executada em 100%. Porém, mais trabalhos irão ser executados de forma a prevenir a regeneração dos eucaliptos cortados.

Fotografias que ilustram o estado antes (de 1 a 2) e o decorrer dos trabalhos em Monchique (3 a 6) – Clique nas imagens para ampliar

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Em Monchique, na floresta de castanheiros existente, foi realizada uma gestão seletiva da cobertura vegetal para melhorar a estrutura deste Habitat, com o objetivo de aumentar a resiliência a incêndios florestais. Um total de 1,8 ha foram intervencionados, executando assim 90% dessa sub-ação.

Fotografias que ilustram o estado antes da intervenção (de 1 a 4) e depois da intervenção (de 5 a 7) – Clique nas imagens para ampliar

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