Já se encontra disponível o Plano de Educação Ambiental

No sentido de cumprir o 5º objetivo do Life-Relict, ou seja, aumentar a motivação, aptidões e cooperação da população local e das autoridades regionais para a preservação das Relíquias da Laurissilva Continental, estão a ser desenvolvidas várias ações de divulgação que englobam a disseminação do Projeto ao público em geral; comunicação e promoção de turismo de natureza; dinamização de ações de educação ambiental; atividades de divulgação técnica e científica; trabalhos em rede com outros projetos e esforços de replicação.

Deste modo, o Projeto Life-Relict tem uma ação específica para as escolas, através da qual pretende:

  • Cooperar com a escola para o cumprimento do seu Projeto Educativo, enriquecendo o processo de aprendizagem, e sem qualquer encargo financeiro para a comunidade educativa.

  • Dinamizar atividades de educação ambiental considerando as áreas de competência estabelecidas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória e pelo Referencial de Educação Ambiental para a Sustentabilidade.

  • Consciencializar a comunidade educativa para a importância da conservação da natureza em geral e para a preservação das Relíquias da Laurissilva Continental em particular.

 

 

Para mais informações sobre o Plano de Educação Ambiental contacte a equipa do Projeto.

O Plano também se encontra disponível para consulta AQUI,

 

 

 

 


 

Dia Nacional da Conservação da Natureza

O Dia Nacional da Conservação da Natureza foi instituído pelo Governo Português a 28 de julho de 1998, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 73/98, que visa criar um momento anual de especial reflexão sobre as questões ligadas à natureza, quer em Portugal quer no mundo. É também um dia de reconhecimento do papel da sociedade e do movimento associativo em prol da defesa dos valores naturais, base da sobrevivência e das atividades humanas.

Com este dia pretende-se sensibilizar e informar a sociedade acerca do estado da natureza e utilização sustentável dos recursos biológicos. Com efeito, os desequilíbrios ecológicos, as alterações climáticas, a degradação de habitat e de ecossistemas bem como a perda de biodiversidade, colocam em causa o desenvolvimento sustentável de Portugal, pelo que é urgente e essencial o envolvimento de todos os cidadãos na sua preservação.

No Life-Relict, estamos a trabalhar de forma a preservar as Relíquias da Laurissilva Continental para que todos possam beneficiar dos seus bens e serviços, quer no presente, quer para as gerações futuras.

 


Questionário sobre o Site do Projeto Life-Relict

Vimos por este meio apelar à vossa colaboração para o preenchimento (e divulgação) de um pequeno questionário que se destina a conhecer a abrangência das ações de comunicação e divulgação do Projeto Life-Relict . Coordenado pela Universidade de Évora, este é um projeto que pretende melhorar substancialmente o estado de conservação dos Azereirais e Adelfeirais em Portugal.

Este pequeníssimo questionário servirá também para perceber qual é o contributo da Internet, enquanto veículo de informação, para a sensibilização sobre a importância da conservação deste habitat bem como aferir a opinião dos utilizadores sobre o nosso Website e a relevância do seu conteúdo.

O questionário é curto, anónimo, dura menos do que 2 minutos e pode ser acedido por AQUI

Agradecemos desde já a vossa colaboração. Bem haja!

3ª Jornada Técnica sobre Propagação de Espécies Vulneráveis no CICYTEX

No dia 14 de Fevereiro (2020), realizou-se mais uma jornada técnica no âmbito do Life-Relict, desta vez sobre a propagação de espécies vulneráveis. O evento decorreu no Instituto de Investigaciones Agrarias Finca La Orden-Valdesequera, em Badajoz. Aqui, os participantes tiveram oportunidade de conhecer mais de perto o trabalho que o parceiro CICYTEX tem desenvolvido no âmbito da Ação C1 – Recolha e Propagação de Material Vegetativo. Esta ação é da responsabilidade do CICYTEX e pretende recolher e propagar o material vegetal necessário para o incremento e melhoria do estado de conservação do habitat-alvo e habitats associados, nas áreas de intervenção do Projeto.

A sessão de abertura contou com a presença da Diretora-Geral do CICYTEX, Carmen González Ramos, com o coordenador do Life-Relict, o Prof. Dr. Carlos Pinto Gomes da Universidade de Évora e com o Coordenador de investigação do CICYTEX, responsável pelo grupo de trabalho para a propagação das espécies vulneráveis do Life-Relict, Francisco Vasquez Pardo. Seguiram-se as apresentações sobre os trabalhos desenvolvidos no CICYTEX no âmbito deste Projeto e foram divulgados alguns dos resultados já alcançados.

Depois, os cerca de 48 participantes foram conhecer as instalações onde tudo acontece, nomeadamente, o laboratório onde se limpam as sementes e fazem os primeiros ensaios de germinação das espécies vulneráveis que são alvo do Life-Relict. A visita às estufas decorreu logo de seguida, onde se pode observar o desenvolvimento das estacas de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum) , do azereiro (Prunus lusitanica) e de muitas outras espécies, incluindo as de Quercus.

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Legenda:
1 e 2 – Sessão de abertura com Francisco Vasquez Pardo (CICYTEX), Carmen González Ramos (CICYTEX) e Prof. Carlos Pinto Gomes (UÉvora) – da esquerda para direita
3 – David Alonzo explica a propagação do azereiro e da adelfeira, espécies-alvo do Life-Relict
4 – Francisco Vasquez Pardo explica a propagação das várias espécies de Quercus
5 – Bancada com vários tabuleiros onde se encontram as sementes para limpeza
6 – Explicação como se limpam as sementes das espécies vulneráveis
7 – Sementes de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum)
8 – Sementes de lentisco (Philyrea angustifolia)
9 – Sementes de sanguinho-das-sebes (Ramnus alaternus)
10 – Sementes limpas de lentisco (Philyrea angustifolia)
11 – Participantes a visitar uma das várias estufas do CICYTEX
12 – Desenvolvimento de estacas de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum)
13 – Participantes a visitar outra das várias estufas do CICYTEX
14 – Desenvolvimento da germinação do azereiro (Prunus lusitanica)
15 – Desenvolvimento da germinação do sanguinho-das-sebes (Ramnus alaternus)
16, 17 e 18 – Desenvolvimento da germinação do medronheiro (Arbutus unedo)
19 e 20 – Desenvolvimento de Quercus x marianica 
21 e 22 –  Participantes a visitar as estufas do CICYTEX
23 e 24 – Desenvolvimento da germinação do carvalho-de-monchique (Quercus canariensis)
25 – Participantes a visitar as estufas do CICYTEX
26 – Desenvolvimento da germinação do carvalho-negral (Quercus pyrenaica)
27 – Identificação dos tabuleiros como produtos da ação C1 do projeto Life-Relict
28, 29 e 30 – Desenvolvimento da germinação do azereiro (Prunus lusitanica)
31 – Foto de grupo

 

Para aceder e descarregar as apresentações, por favor visite a página das comunicações.

Para visualizar um pequeno vídeo elaborado pelo CICYTEX durante esta Jornada Técnica, por favor, use este link.

 


Universidade de Évora e GEOTA unem esforços para restaurar os Habitats naturais na serra de Monchique

A Universidade de Évora e o GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente assinaram um protocolo de colaboração mútua no início do mês de janeiro (2020) com o objetivo de criar sinergias entre os projetos de conservação que cada entidade coordena na serra de Monchique.

Com o propósito de conservar um dos habitats naturais mais raros da Europa e um dos mais singulares da serra de Monchique, a Universidade de Évora coordena o Life-Relict. Este projeto tem como principal objetivo a conservação das comunidades arborescentes de espécies lauróides (habitat prioritário para a conservação listado no Anexo I da Diretiva Habitats com o código 5230*). É aqui que vivem as plantas testemunhas das florestas de Laurissilva que ocuparam a Península Ibérica em épocas geológicas passadas, quando o clima dominante era do tipo subtropical. Nesta situação estão os raros Adelfeirais, dominados pelos imponentes arbustos de Rhododendron ponticum subsp. baeticum, espécie florística escassa e fragmentada nas áreas do oeste da Península Ibérica. Entre as mais variadas ações concretas de conservação levadas a cabo pelo Life-Relict, é de destacar as que pretendem beneficiar as etapas maduras da sucessão ecológica, incluindo os bosques potenciais da serra de Monchique. Pois pretende-se incrementar a área de floresta autóctone e, por conseguinte, aumentar a resiliência e a robustez deste habitat prioritário, face à exposição das ameaças mais significativas, como é o caso dos fogos, das intervenções silvícolas inadequadas, propagação de espécies exóticas invasoras, alterações climáticas, entre outras.

Simultaneamente, o GEOTA coordena o projeto Renature Monchique, projeto que visa restaurar os principais habitats da Rede Natura 2000 afetados pelo incêndio de 2018 que, considerado como o maior da Europa, consumiu mais de 27 mil hectares deixando um rasto de destruição no património natural. Assim, está previsto renaturalizar a paisagem da serra de Monchique com mais de 75 mil árvores de espécies autóctones. Prevê-se ainda conseguir contribuir para o bem-estar da comunidade local e mitigar os futuros impactes das alterações climáticas no território.

Desta forma, como os objetivos específicos do projeto Life-Relict (UÉ) e do projeto Renature Monchique (GEOTA) complementam-se, tornou-se evidente a necessidade de uma cooperação entre as entidades coordenadoras, potenciando o melhor sucesso na salvaguarda do património natural deste Sítio de Importância Comunitária através da replicação e transferência de conhecimentos adquiridos por ambas as partes.

A serra de Monchique tem cerca de 78 mil hectares e alberga mais de duas dezenas de habitats naturais e seminaturais, sendo 5 deles considerados prioritários para a conservação pela Diretiva Habitats (92/43/CEE). É por isso, designado Sítio de Importância Comunitária (SIC), estando num contexto biogeográfico muito particular e onde existem espécies florísticas raras, algumas endémicas e outras ameaçadas de extinção, como é o caso do carvalho de Monchique (Quercus canariensis) Esta planta, em conjunto com outras espécies florísticas da região, confere particular valor à floresta autóctone da serra de Monchique.

Contudo, a atividade económica com ocupação de solo mais expressiva é a florestal, onde algumas dezenas de milhares de hectares estão ocupados com povoamentos de eucaliptos e pinheiros bravos. Adicionalmente, a maioria da área deste SIC tem uma dinâmica socioeconómica frágil e a propensão para o abandono é bastante elevada, uma vez que o rendimento do trabalho está a menos de 60% da média da região (Algarve). Talvez por isso, os fatores de ameaça mais significativos sejam a florestação intensiva com espécies exóticas, os incêndios florestais, a destruição da vegetação autóctone, a expansão de espécies exóticas invasoras bem como as alterações climáticas, entre outras ameaças que, comutativamente, estão a contribuir para uma franca degradação da floresta autóctone da Serra de Monchique.

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Para mais informações sobre o projeto do GEOTA, visite: https://www.renaturemonchique.org/

 

 

 

 

 

 


 

A 3ª Jornada Técnica irá ser sobre Propagação de Espécies Vulneráveis no CICYTEX

No próximo dia 14 de Fevereiro, irá realizar-se a 3ª Jornada Técnica, desta vez relacionada com a Propagação de Espécies Vulneráveis no Centro de Investigações Científicas e Tecnológicas da Extremadura (CICYTEX). Os formadores serão os próprios técnicos do CICYTEX, nomeadamente David Garcia Alonso, Maria José Guerra e Francisco Vasquez Pardo que, irão apresentar os processos de germinação, falar sobre os cuidados no desenvolvimento da planta bem como no processo de endurecimento e micorrização. A multiplicação vegetativa também será abordada nesta Jornada Técnica.

A 3ª Jornada Técnica terá lugar no Centro LA ORDEN (CICYTEX), Guadajira, em Badajoz, Espanha. As inscrição são gratuita mas obrigatórias através do email frvazquez50@hotmail.com ou vspp@uevora.pt

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Versão em Português

Versão em Espanhol

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Life-Relict promove visitas ao Bosque de Azereiros em Cabeça, durante o evento da Aldeia Natal 2019

No dia 14 de dezembro, a equipa do Projeto Life-Relict dinamizou mais uma visita interpretativa ao bosque de Azereiros em Cabeça, concelho de Seia. A atividade consistiu num passeio pedestre com cerca de 3km na envolvente da aldeia de Cabeça e estava inserida no programa do evento de Cabeça, Aldeia Natal. Para os cerca de 30 participantes, foi possível passear ao longo da ribeira de Loriga bem como observar as várias espécies de plantas existentes na envolvente desta maravilhosa aldeia, como é o caso do castanheiro (foto 1, 2, 3 e 4).

Durante a visita houve várias paragens estratégicas para se poder apresentar aos participantes os objetivos do projeto Life-Relict, as várias ações concretas de conservação que estão a decorrer neste território em particular e, claro, o Azereiro (Prunus lusitanica subsp. lusitanica) que é uma árvore rara, nativa da Península Ibérica, Pirenéus franceses e Norte de África, considerada em Perigo de Extinção pelo IUCN e alvo deste projeto Life (foto 5 e 6)

As comunidades de Azereiros são favorecidas pela presença de alguma água e, consequentemente, para a sua preservação é necessário restabelecer os caudais de levadas, canais de condução de água, usados antigamente no regadio tradicional. Esta levada (foto 7 e 8), encontrava-se em mau estado de conservação devido ao abandono da atividade agrícola e foi recuperada pela equipa do Life-Relict sendo esta uma das ações concretas de conservação para os Azereirais. Outra paragem estratégica para que se pudesse explicar aos participantes como a equipa do Life-Relict procedeu ao controlo de matos heliófilos nesta área, reduzindo assim a carga combustiva e assim o risco de incêndio (foto 9).

Os participantes puderam usufruir de paisagens lindíssimas, únicas e genuínas como estas nas imagens (fotos 10, 11 e 12). Houve também oportunidade para superar desafios e vivênciar aventuras. Por fim, ainda houve oportunidade de tirar algumas fotografias de grupo antes de terminar a visita ao bosque dos Azereiros e procedeu-se ao convívio entre os participantes num magusto no forno comunitário da aldeia de Cabeça (foto 13, 14 e 15).

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No dia 27 de dezembro, voltou-se a repetir o passeio pedestre, desta vez pela Rota dos Socalcos eorganizado pelo CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, e parceiro do Life-Relict.

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A Comunicação e disseminação do Projeto Life-Relict

Durante o mês de novembro (2019), a equipa do Life-Relict tem vindo a desenvolver várias comunicações em congressos e seminários sendo estas parte integrante do plano de comunicação do Projeto e fundamentais para a conservação da natureza, em geral, e das Relíquias da Laurissilva Continental, em particular.

Foi neste sentido que o Life-Relict foi ao seminário do LIFE Imperial, em Castro Verde, com uma comunicação oral inserida no Painel “Educação, Sensibilização e Comunicação” como o objetivo principal de apresentar a estratégia do projeto para a consciencialização pública e divulgação (foto 1).

Dias a seguir, o Life-Relict foi apresentado aos alunos do ensino secundário da Escola de Gouveia, no âmbito da semana da cultura científica organizada pelo Agrupamento de Escolas de Gouveia. Através desta palestra intitulada “Serra da Estrela – Conhecer para conservar”, o prof. Carlos Pinto Gomes, da Universidade de Évora, falou aos alunos presentes sobre o clima, a história geológica, a flora e a vegetação da Serra da Estrela bem como sobre as ameaças à conservação das espécies raras, como é o caso dos Azereiro – espécie-alvo de conservação do projeto Life-Relict. Esta ação teve como principal objetivo a sensibilização e educação ambiental da comunidade escolar sobre a importância de preservar espécies relíquias da Laurissilva Continental (Foto 2).

Posteriormente, a metodologia para a avaliação dos serviços do ecossistema nas áreas de intervenção do Life-Relict foi apresentada no III Congresso Luso-Extremadurense “Ciência e Tecnologias” em Évora (Foto 3).

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A educação ambiental em Seia

Os nossos parceiros de Seia realizaram várias saídas de campo com os alunos do pré-escolar e 1º ciclo na área de intervenção do Projecto, em Casal do Rei.

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Comissão Científica do Life-Relict visita áreas de intervenções

No passado dia 11 de setembro (2019), a Comissão Científica do Life-Relict reuniu-se pela segunda vez e, ao longo de 3 dias, visitou todas as áreas de intervenção do projeto. O principal objetivo desta visita tem por base a relevância de um acompanhamento científico, não só direcionado às ações concretas de conservação, mas também à pertinência de um aconselhamento especializado para a implementação de medidas de gestão no terreno, que visam a conservação das relíquias da Laurissilva Continental a longo prazo.

Esta Comissão Científica integra vários nomes nacionais e internacionais, especialistas em botânica, geobotânica e alterações climáticas, bem como representantes de entidades públicas de gestão territorial: Carlos Pinto Gomes (Professor na Universidade de Évora, especialista em ecologia da vegetação e coordenador do projeto LIFE-Relict); Sara Del Río (Professora na Universidade de León, Espanha, especialista nos impactes que as alterações climáticas têm sobre as comunidades vegetais); Francisco Vazquéz Pardo (Biólogo e coordenador de projetos de investigação científica no Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura); Eusébio Cano (Professor Catedrático na Universidade de Jaén, Espanha, especialista em flora e vegetação mediterrânica); Jean Jacques Lazare (Professor doutorado no Centre d`Étude et de Conservation des Resources Végétales e especialista em geobotânica); Pedro Ivo (Técnico do ICNF responsável pela área de Natureza e Biodiversidade, sendo especialista em flora e ponto focal dos projetos LIFE em Portugal); Nuno Fidalgo (Técnico no Município de Monchique no Gabinete de Proteção Civil e Florestas); Cristina Garcia (Técnica na Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela); Artur Costa (Comandante Operacional da Proteção Civil no Municipal de Seia) e Alexandre Silva (Técnico Superior no Município de Seia e especialista em flora da Serra da Estrela). A visita da Comissão Científica às áreas de intervenção do projeto foi também acompanhada pela equipa do Life-Relict.

A visita às áreas do projeto permitiu à Comissão Científica observar, nos vários locais, as intervenções já implementadas no terreno, criando assim oportunidade para debater ideias precisas e esclarecer dúvidas sobre a forma como estas, e outras intervenções previstas, irão favorecer a conservação das relíquias da Laurissilva Continental a longo prazo. Foi igualmente profícua a oportunidade de esclarecimento sobre casos concretos de intervenções no terreno que visam a redução significativa das ameaças, como é o caso do controlo seletivo de vegetação para reduzir o risco de incêndio e o controlo de espécies exóticas de carácter invasor. Como resultado desta visita, foi possível fazer um intercâmbio de conhecimento e partilha de experiências entre os elementos da Comissão Científica e a equipa do LIFE-Relict, criando assim um momento importante de aprendizagem mútua.

Não obstante, durante esta visita foi também possível observar outras singularidades da riqueza ecológica existente nas várias áreas de intervenção deste projeto, para além das espécies reliquiais da Laurissilva Continental. A título exemplificativo, em Monchique foi observado o carvalho-de-monchique (Quercus canariensis), o samouco (Myrica faya) e algumas flores-de-papel exclusivas desta serra (Armeria beirana subsp. monchiquensis). Na Mata da Margaraça observou-se o carvalho-alvarinho (Quercus robur), o azevinho (Ilex aquifolium), a aveleira (Corylus avellana), o ulmeiro-montanhoso (Ulmus glabra), assim como outras plantas exclusivas deste local como é o caso da erva-dos-passarinhos (Linaria triornithophora). Na Serra da Estrela, além da paisagem exuberante, foi também possível observar a relação harmoniosa entre o Homem e a Natureza.

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Legenda:

1 – Visita aos adelfeirais da Serra de Monchique

2 – Visita à área de Monchique onde estão a ser implementadas as ações de melhoria do estado de conservação das áreas efetivas de adelfeiras.

3 – Explicações sobre as áreas de intervenção do projeto dentro da Serra de Monchique.

4 – À sombra de uma linda adelfeira, a Comissão Científica recebe informações sobre a recolha e propagação de material vegetativo que servirá para as ações de incremento da área deste habitat na Serra de Monchique.

5 – Ainda na Serra de Monchique, visitou-se a área onde serão implementadas ações de incremento do habitat.

6 – A visita à Mata da Margaraça começou pela observação da regeneração natural da área ardida em 2017.

7 – Observação da regeneração natural da área ardida em 2017 na Mata da Margaraça.

8 – Visita à área de Azereiros que se encontra em melhor estado de conservação na Mata da Margaraça.

9 – Oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os especialistas, na Mata da Margaraça.

10 – Perto da aldeia de Cabeça, na Serra da Estrela, houve oportunidade de conhecer melhor a área de intervenção do projeto.

11 – Visita à levada de regadio tradicional que foi recuperada com o objetivo de restabelecer a alimentação de água aos núcleos de Azereiros ali existentes.

12 – A professora Conceição Castro foi a nossa fotógrafa de serviço.

13 – Fotografia de grupo com a Comissão Científica e a equipa do projeto que atua na Serra da Estrela.

 

 


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