Comissão Científica do LIFE-Relict visita áreas de intervenções

No passado dia 11 de setembro, a Comissão Científica do Life-Relict reuniu-se pela segunda vez e, ao longo de 3 dias, visitou todas as áreas de intervenção do projeto. O principal objetivo desta visita tem por base a relevância de um acompanhamento científico, não só direcionado às ações concretas de conservação, mas também à pertinência de um aconselhamento especializado para a implementação de medidas de gestão no terreno, que visam a conservação das relíquias da Laurissilva Continental a longo prazo.

Esta Comissão Científica integra vários nomes nacionais e internacionais, especialistas em botânica, geobotânica e alterações climáticas, bem como representantes de entidades públicas de gestão territorial: Carlos Pinto Gomes (Professor na Universidade de Évora, especialista em ecologia da vegetação e coordenador do projeto LIFE-Relict); Sara Del Río (Professora na Universidade de León, Espanha, especialista nos impactes que as alterações climáticas têm sobre as comunidades vegetais); Francisco Vazquéz Pardo (Biólogo e coordenador de projetos de investigação científica no Centro de Investigaciones Científicas y Tecnológicas de Extremadura); Eusébio Cano (Professor Catedrático na Universidade de Jaén, Espanha, especialista em flora e vegetação mediterrânica); Jean Jacques Lazare (Professor doutorado no Centre d`Étude et de Conservation des Resources Végétales e especialista em geobotânica); Pedro Ivo (Técnico do ICNF responsável pela área de Natureza e Biodiversidade, sendo especialista em flora e ponto focal dos projetos LIFE em Portugal); Nuno Fidalgo (Técnico no Município de Monchique no Gabinete de Proteção Civil e Florestas); Cristina Garcia (Técnica na Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela); Artur Costa (Comandante Operacional da Proteção Civil no Municipal de Seia) e Alexandre Silva (Técnico Superior no Município de Seia e especialista em flora da Serra da Estrela). A visita da Comissão Científica às áreas de intervenção do projeto foi também acompanhada pela equipa do Life-Relict.

A visita às áreas do projeto permitiu à Comissão Científica observar, nos vários locais, as intervenções já implementadas no terreno, criando assim oportunidade para debater ideias precisas e esclarecer dúvidas sobre a forma como estas, e outras intervenções previstas, irão favorecer a conservação das relíquias da Laurissilva Continental a longo prazo. Foi igualmente profícua a oportunidade de esclarecimento sobre casos concretos de intervenções no terreno que visam a redução significativa das ameaças, como é o caso do controlo seletivo de vegetação para reduzir o risco de incêndio e o controlo de espécies exóticas de carácter invasor. Como resultado desta visita, foi possível fazer um intercâmbio de conhecimento e partilha de experiências entre os elementos da Comissão Científica e a equipa do LIFE-Relict, criando assim um momento importante de aprendizagem mútua.

Visita aos adelfeirais da Serra de Monchique

Visita à área de Monchique onde estão a ser implementadas as ações de melhoria do estado de conservação das áreas efetivas de adelfeiras.

 

 

 

 

 

 

Explicações sobre as áreas de intervenção do projeto dentro da Serra de Monchique.

À sombra de uma linda adelfeira, a Comissão Científica recebe informações sobre a recolha e propagação de material vegetativo que servirá para as ações de incremento da área deste habitat na Serra de Monchique.

Ainda na Serra de Monchique, visitou-se a área onde serão implementadas ações de incremento do habitat.

 

 

A visita à Mata da Margaraça começou pela observação da regeneração natural da área ardida em 2017.

 

Observação da regeneração natural da área ardida em 2017 na Mata da Margaraça.

 

Visita à área de Azereiros que se encontra em melhor estado de conservação na Mata da Margaraça.

 

Oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os especialistas, na Mata da Margaraça.

 

Perto da aldeia de Cabeça, na Serra da Estrela, houve oportunidade de conhecer melhor a área de intervenção do projeto.

 

Visita à levada de regadio tradicional que foi recuperada com o objetivo de restabelecer a alimentação de água aos núcleos de Azereiros ali existentes.

 

 

A professora Conceição Castro foi a nossa fotógrafa de serviço.

 

 

 

 

 

 

Fotografia de grupo com a Comissão Científica e a equipa do projeto que atua na Serra da Estrela.

 

Não obstante, durante esta visita foi também possível observar outras singularidades da riqueza ecológica existente nas várias áreas de intervenção deste projeto, para além das espécies reliquiais da Laurissilva Continental. A título exemplificativo, em Monchique foi observado o carvalho-de-monchique (Quercus canariensis), o samouco (Myrica faya) e algumas flores-de-papel exclusivas desta serra (Armeria beirana subsp. monchiquensis). Na Mata da Margaraça observou-se o carvalho-alvarinho (Quercus robur), o azevinho (Ilex aquifolium), a aveleira (Corylus avellana), o ulmeiro-montanhoso (Ulmus glabra), assim como outras plantas exclusivas deste local como é o caso da erva-dos-passarinhos (Linaria triornithophora). Na Serra da Estrela, além da paisagem exuberante, foi também possível observar a relação harmoniosa entre o Homem e a Natureza.

Educação ambiental em Monchique

E como os pequenitos são o futuro…também de educação ambiental se faz o LIFE-RELICT!

  

Por estes dias, os alunos de Monchique puderam aprender mais coisas sobre as adelfeiras, um património biológico que é de todos nós, mas que é especialmente deles!

  

Aqui, os nossos parceiros do Município de Monchique no seu melhor!

 

Jornada Técnica – Valorização e Gestão dos Adelfeirais Mediterrânicos

A Jornada Técnica de “Valorização e Gestão dos Adelfeirais Mediterrânicos” decorreu no dia 6 de junho de 2019 em Vale Largo (Serra de Monchique).

Contou com a presença do Ex.mo Presidente da Câmara Municipal de Monchique e com mais de 40 pessoas interessadas em saber mais sobre as comunidades de adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum).

Nesta Jornada houve a possibilidade de acompanhar os trabalhos realizados no âmbito do projeto Life-Relict e debater os principais problemas relacionados com a conservação destas comunidades relíquias.

 

À Esquerda Professor Carlos Pinto Gomes, coordenador do Life-Relict, à direita Rui André, presidente do Município de Monchique

Foto de grupo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adelfeiras

Paisagem da Foia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Orvalho detém importante repositório da Laurissilva Continental

O projeto Life-Relict sensibilizou a população da Vila de Orvalho (Concelho de Oleiros) e seus visitantes, sobre a presença e importância da Laurissilva Continental nesta localidade. Aqui encontra-se refugiado um importante núcleo de azereiros (Prunus lusitanica L.) que tem sobrevivido aos incêndios dos últimos anos.

Neste evento, destacou-se a singularidade deste tipo de vegetação e abordaram-se os principais métodos de gestão.

 

Jornada Técnica – Vale Largo (Monchique)

O projeto LIFE-RELICT foi a Ponta Delgada – Conferência LIFE-PRIOLO

O projeto LIFE-RELICT e o projeto LIFE-PRIOLO encontram-se em contacto desde 2018, no sentido de resolverem problemas comuns, nomeadamente os relacionados com propagação de espécies nativas. As semelhanças fisionómicas e ecológicas entre o azereiro (Prunus lusitanica) e a ginjeira-do-mato (Prunus azorica) conduziram à troca de experiências entre metodologias de produção desta espécie. Em novembro de 2018 o LIFE-RELICT convidou o LIFE-PRIOLO para estar presente no seu primeiro Seminário, realizado em Évora. Mais recentemente, nos dias 29 e 30 de abril, o LIFE-RELICT esteve em Ponta Delgada, no âmbito da conferência “Desafios e estratégias para a conservação em ambientes insulares” para divulgar as ações do projeto e continuar a cooperação entre estes dois projetos. O LIFE-RELICT esteve representado pelo professor Pedro Santos da Universidade de Évora.

 

 

Aula aberta dia 11 de Março

No passado dia 11 de Março o projeto LIFE-RELICT promoveu uma aula aberta sobre a Laurissilva Continental, dirigida a estudantes da Universidade de Évora, mas aberta a todos os interessados.

Estiveram presentes 22 alunos de quatro cursos diferentes: Arquitetura Paisagista, Biologia, Ecologia e Ambiente e Engenharia Florestal.

Nesta aula aberta, que mais pretendeu ser uma conversa informal, foi discutida a origem da Laurissilva existente no Continente Europeu e a importância da Rede Natura. Foi também explicado de que forma as Fichas de Habitats da Rede Natura disponibilizam informação relevante para a conservação natureza, que pode ser aplicada em diferentes áreas profissionais.

Um dos aspetos mais importantes desta sessão, foi a possibilidade de interação entre alunos com diferentes formações, cuja troca de conhecimentos tornou bem patente a importância da cooperação multidisciplinar.

Foram 3 horas bem passadas!

 

Conhece a Laurissilva Continental?

As sementes estão a ganhar vida!

Começou a germinação das sementes de azereiro, adelfeira, carvalhos e muitas outras espécies!

Durante os meses de novembro e dezembro de 2018 recolheram-se milhares de sementes de várias plantas típicas das comunidades de azereiro (Prunus lusitanica L.) e adelfeira (Rhododendron ponticum subsp. baeticum (Boiss. & Reut.) Hand.-Mazz.). Estas sementes encontram-se no viveiro do CICYTEX para germinarem e crescerem o suficiente, a fim de serem plantadas nas áreas do projeto Life-Relict (Serra de Monchique, Açor e Estrela). As dificuldades iniciais, sobretudo associadas à germinação do azereiro, foram ultrapassadas e este ano temos uma grande quantidade de plântulas.

É fantástico como a germinação do azereiro está vigorosa. Prevêem-se boas notícias para a sua recuperação!

As sementes de adelfeira apresentam elevada percentagem de germinação, contudo, muitas das plântulas perdem-se por dificuldades adaptativas. Neste sentido, o substrato utilizado é recolhido diretamente no campo, reproduzindo assim mais fielmente as condições favoráveis ao crescimento das plântulas.

 

 

Também os carvalhos, de forma geral, já apresentam evidências de germinação. Carvalho-africano (Quercus canariensis Willd.), carvalho-alvarinho (Quercus robur subsp. broteroana O. Schwartz), carvalho-negral (Quercus pyrenaica Willd.), entre outros, estão já com vontade de se mostrar ao público. Em breve teremos belíssimos carvalhos para plantar!

Rota dos Socalcos

No dia 27 de dezembro o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) em parceria com as Aldeias de Montanha e Cabeça realizaram uma caminhada pela Rota dos Socalcos. Este percurso, com cerca de 3 quilómetros, integra os Caminhos de Montanha da rede de percursos pedestres das Aldeias de Montanha, desenvolvendo-se num vale de vertentes abruptas e de marcado carácter rural, junto à aldeia de Cabeça (Aldeia Natal). Nesta aldeia, alojada no topo de um cabeço sobranceiro à ribeira de Loriga, o casario tradicional constitui um dos melhores exemplos de uma povoação de traça típica em xisto, da Serra da Estrela.
No trajeto percorreram-se áreas de socalcos e nas margens da ribeira observaram-se bosquetes de azereiros e azevinhos, testemunhos da vegetação natural do vale em épocas anteriores ao último período glaciário.
Parte da rota insere-se na área de estudo do projeto “Preservação das Relíquias da Laurissilva Continental” (LIFE-Relict) que, nesta região, tem como principal objetivo a preservação das comunidades de azereiro aqui existentes.

 

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